Como o cérebro aprende?

Maio 21, 2020
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Maio 21, 2020 Alexandre Rodrigues

Quando perguntas deste tipo surgem, o mais importante é compreender, como respondente, o que a pessoa compreende por aprendizagem, quero dizer que, “aprender”, é uma palavra muito subjetiva, aberta a muitas interpretações e, portanto, muitas explicações e respostas.
Não entrarei neste âmbito aqui, pois para um texto rápido, gostaria de responder na velocidade de um Pitch. Neste contexto a resposta mais curta e objetiva seria
“Aprender é uma mudança de comportamento ou percepção diante de uma realidade”, ou seja, o aprendizado é algo que se reflete em um comportamento, consequência deste aprendizado, caso contrário é somente um estímulo qualquer, como tantos milhares que invadem nosso cérebro a todos os segundos de nossa vida e são sumariamente descartados.
Segundo o psicólogo Lev Vygotsky o aprendizado dá-se em 2 níveis:
Nível de desenvolvimento potencial: Momento no qual o indivíduo é exposto aos estímulos do meio.
Nível de desenvolvimento real: Momento pelo qual ele se transforma em algo diferente de antes do recebimento destes estímulos.
Estes dois níveis, ainda que apresentados de maneira extremamente resumida, nos trazem a reflexão de que há um horizonte abissal entre qual tipo de aprendizagem se quer passar, e, “Quanto” o indivíduo realmente absorve.
A partir deste perspectiva, é essencial que o emissor da mensagem, ou, a pessoa que busca ensinar algo, tenha plena consciência de seu papel, evitando que não repasse a responsabilidade de aprender ao remetente ou aluno, mas compreender que o aprendizado deste aluno é simplesmente o resultado da maneira como este professor apresentou os estímulos.
Pode ser duro a alguns a frase “Se você não aprendeu algo, é porque eu não soube ensinar”, mas é a mais pura verdade, pois nos dias de hoje, existem dados massivos sobre a ciência da aprendizagem que podem ser “Aprendidos” de maneira a conseguir “Ensinar” melhor, reforçando a premissa que diz “para melhor se ensinar, é preciso saber aprender”.
Este jogo de frases prontas e, para alguns, extremamente conhecidas, traz à tona elementos muitos mais profundos que uma receita pronta de “Como” ensinar algo a alguém, mas o reforço científico da passagem do nível de absorção de determinada informação do estado interpsicológico para o estado intrapsicológico, em outras palavras, é a reconstrução interna para uma operação externa, não sendo este um processo estanque, momentâneo e pontual, mas cíclico, e contínuo.
Depois de tudo, como o cérebro aprende? Conseguindo absorver os estímulos necessários para que, após o individuo tomar consciência destes estímulos, conseguir alterar seu status quo, tornando-se então um novo indivíduo, diferente daquele anterior.


Nosso amigo e parceiro, o Prof. Alexandre Rodrigues, Doutorando em Neurociências aplicada a sistemas de Gamificação em Portugal – organizou uma série de 2 cursos cursos muito interessantes para o mês de junho, afinal, um novo mundo merece novas competências.

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