Pedagogia da superação para uma uma educação reinventada

25/01/2020 Jose Luiz Tejon Megido

As ações precisam, assim como árvores, estarem suportadas por fundamentos de raízes profundas que superem circunstâncias e o tempo. A educação deve estar alinhada aos 17 novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Compromisso dos líderes das nações e corporações assinado em Nova York, a ser implementado até 2030.

  1. Acabar com a pobreza
  2. Acabar com a fome
  3. Vida saudável para todos
  4. Assegurar educação inclusiva ao longo da vida para todos
  5. Igualdade de gênero, empoderar mulheres e meninas
  6. Água e saneamento para todos
  7. Energia para todos
  8. Crescimento econômico sustentável para todos
  9. Infraestrutura e inovação inclusiva
  10. Redução da desigualdade
  11. Cidades e assentamentos seguros, resilientes e sustentáveis
  12. Produção e consumo sustentável
  13. Combater mudança climática
  14. Proteger oceanos e mares
  15. Proteger a biodiversidade e ecossistemas terrestres
  16. Criar sociedades pacíficas e instituições eficazes
  17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável

Esses 17 ODS da ONU são raízes valores das ações para todos. O objetivo 4 trata diretamente do assunto educação. Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Novas práticas pedagógicas são vitais, valorização dos professores e, sem dúvida, parcerias com as escolas para educar para a prática empreendedora e cooperativista desde a tenra idade.

Sobre a Pedagogia da Superação, ela se baseia em constatações como da própria Organização das Nações Unidas – Unesco para educação, a ciência e a cultura.

“Para realizarmos os 17 ODS da ONU precisaremos educar os jovens para a resiliência.Significa preparar as gerações para o enfrentamento das dificuldades, incertezas e frustrações, ansiedades, complexidades, sem que desanimem ou abandonem a luta pelas missões evolutivas da humanidade” (Irina Bokova).

O relatório anual global de riscos do Fórum de Davos registra: “Mais do que nunca precisamos fomentar a resiliência para chegarmos à raiz das causas de exclusão e das crises, precisamos investir em formas de se criar uma riqueza compartilhada e a confiança, sustentados por um senso de cidadania global. Isso começa com uma expansão massiva de oportunidades de aprendizagem ao longo da vida“.  (Klaus Schwab)

Indo ao objetivo: valorização dos professores. Edgard Morin, educador francês, pergunta: “Precisamos de uma nova educação, mas quem educa os educadores?”

Daniel Goleman, criador da inteligência emocional, relata: “11% das pessoas são engajadas, 19% aderentes, 50% alienados e 20% vitimizados rebeldes“. Portanto, um gigantesco desafio para professoras e professores: educar a todos. Fácil educar quem quer, difícil educar quem não quer!

Precisamos preparar educadores para ensinar fundamentos de resiliência e estratégias de superação em paralelo às suas matérias, e além das táticas pedagógicas modernas a serem implementadas (conexão tecnológica, ensino por objetivo desafiador, pedagogia lúdica, integração de disciplinas, etc.)

A pedagogia da superação será aplicada inicialmente em ambientes teste. Já em início de diálogo na Universidade Fundação Casa, junto da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, com o secretário Dr. Paulo Dimas (Prof. Tejon é membro do conselho dessa Secretaria).

Será uma prática educadora nas próprias aulas do Prof. Tejon no MBA internacional na França com alunos de diversas partes do planeta (Audencia business School & Fecap/Brasil). A prática da Pedagogia da Superação fundamenta-se em 5 passos:

  • Princípio da superação: não aceitar os limites das circunstâncias limitadoras apresentadas (buscar exemplos vivos dessa possibilidade)
  • Plano de superação: Não basta concluir ser possível, precisa de um projeto, um plano, como por exemplo, dona Jô Clemente – APAE. Não aceitou a limitação para seu filho Zequinha e criou um plano – APAE (diversos exemplos em todos os cantos: Shunji Nishimura em Pompéia, Zé Carvalho, na Bahia, maestro João Carlos Martins, etc.).
  • Conteúdos estratégicos da superação – o plano vai exigir ética, estética, labor e amor. Amor no sentido universal da palavra: posso aperfeiçoar o imperfeito. Realizando com trabalho ética digna e estética o belo (superação é criação de valor a partir de sua própria vida sob quaisquer circunstâncias – valor é o bem o belo e o benefício (Makiguti)
  • Procedimentos superantes – cabe ao educador promover permanentemente os aspectos de: acreditar, criar, aprender e inspirar a todos;
  • O último passo poderia ser o primeiro e estar presente em todos: as atitudes superantes – manter dentro de cada indivíduo a sua criança viva interior – livre de preconceitos, plena de curiosidade infantil e jamais se dobrar e deixar-se vencer pela vitimização.

O protagonismo com seu destino seja qual for e o protagonismo para com a sociedade onde quer que esteja. A liberdade e a responsabilidade.

Vencer na sua própria geografia e circunstância como preparo para vencer nas mais longínquas distâncias um dia. A pedagogia da superação exige educadores. No ambiente escolar e além dos muros das escolas, pais, mães, vizinhos a comunidade em uma cultura que prevaleça gerando a força invisível da superação.

A partir dela buscaremos o conhecimento oferecido para as grandes missões da humanidade: Progresso moral / mansidão / bravura / amor a paz / fraternidade / educação voltada aos desígnios superiores. E da nossa parte, os que tem superado e fazem parte dos 11% mais bem sucedidos em todos os campos (ricos, cultos, educados, saudáveis, com recursos etc.) desses 11%, a consciência da responsabilidade perante o planeta e todos seus seres.

As práticas pedagógicas para formação dos educadores da superação serão testadas em 2020 objetivando sua clarificação num método prático gratuito e aberto para todos.

Jose Luiz Tejon Megido

É mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, Doutor em Educação pela UDE/Uruguai; Jornalista e publicitário formado pela Casper Líbero. Coordenador acadêmico do programa Master Science Food & Agribusiness Management – Audencia Business School, de Nantes, França, pela Fecap. Professor convidado de programas In Company na FGV / ESPM. Membro do Conselho da Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo.
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