Tudo o que vale realmente a pena aprender, conhecemos no jardim da infância

18/09/2019
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18/09/2019 Sheyla Baumworcel

A minha experiência profissional incluiu 15 anos de educação infantil e é um tema de estudo que me encanta .
Sabendo que os cuidados com a criança até os 3 primeiros anos de vida impactam sempre o seu desenvolvimento cerebral e que : a ‘’Educação transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo” (Paulo Freire), “e que a vida em família é a primeira escola das emoções” (Goleman, Daniel),  afirmo que esses são os pilares do desenvolvimento infantil .
Precisamos divulgar esses pilares para o maior número possível de educadores e pessoas que se importam com a educação.
Precisamos de um currículo cognitivo que respeite as fases do desenvolvimento da criança. O currículo cognitivo proporciona um conjunto de práticas que permitem promover os vários componentes e contextos do ato mental, isto é, input– integração/ elaboração-output.

De acordo com Piaget, a escolaridade pré-escolar corresponde exclusivamente ao pensamento pré-operacional, onde a criança demonstra sua intuição e disponibilidade para estratégias de ensaio e erro. É o momento da descoberta do jogo simbólico e da linguagem.
Segundo Gardner, “a criança em idade pré-escolar está em condições ideais para se introduzir um currículo cognitivo que a ensine a pensar e a aprender a aprender. ”

Os aspectos cognitivos, psicomotores, psicolingisticos e emocionais exigem, da
parte dos educadores, uma boa formação profissional e as competências de observação e interação com os alunos.
“Uma criança competente não é necessariamente uma criança segura e estável. No sentido inverso, uma criança segura e serena não será necessariamente “um sucesso” em suas performances. Devemos olhá-las para além das nossas expectativas. […]. Existe a criança que nos satisfaz e que nos dá prazer com seus bons resultados e existe aquela que satisfaz a si mesma encontrando segurança e alegria em suas realizações.” (Denys-Struyf)

Acredito que o texto  a seguir ilustra muito bem a importância da educação infantil e por isso reproduzo na íntegra.
‘’Tudo o que realmente vale a pena saber, eu aprendi no jardim de infância. ’’ Robert Fulghum
Tudo o que hoje preciso realmente saber, sobre como viver, o que fazer e como ser, eu aprendi no jardim de infância. A sabedoria não se encontrava no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia.

Estas são as coisas que aprendi:
1. Compartilhe tudo;
2. Jogue dentro das regras;
3. Não bata nos outros;
4. Coloque as coisas de volta onde pegou;
5. Arrume sua bagunça;
6. Não pegue as coisas dos outros;
7. Peça desculpas quando machucar alguém; mas peça mesmo !!!
8. Lave as mãos antes de comer e agradeça a Deus antes de deitar;
9. Dê descarga; (esse é importante)
10. Biscoitos quentinhos e leite fazem bem para você;
11. Respeite o limite dos outros;
12. Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco, pense um pouco… desenhe… pinte… cante… dance… brinque… trabalhe um pouco todos os dias;
13. Tire uma soneca a tarde; (isso é muito bom)
14. Quando sair, cuidado com os carros;
15. Dê a mão e fique junto;
16. Repare nas maravilhas da vida;
17. O peixinho dourado, o hamster, o camundongo branco….

Concluo esse artigo afirmando que a infância é um período muito rico e criativo da vida de uma pessoa. Vamos valorizar a educação infantil!

 

Referência:

Tudo que eu devia saber na vida aprender na vida, aprendi no jardim de infância. (Ideias incomuns sobre coisas banais)

Título original:

All I Really Need to Know I Learnedin Kindergarten

Copyright Robert Fulghum, 1986, 1988

 

Sheyla Baumworcel – pedagoga, psicopedagoga e pós-graduada em Neuroaprendizagem, Psicomotricidade e Cognição.

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Sheyla Baumworcel

Sheyla Baumworcel é Reinventora CORE, possui graduação em pedagogia pela Universidade Cândido Mendes (1976) e pós-graduação em psicopedagogia pelo CEPERJ (1998).Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino-Aprendizagem.Concluiu o curso Terapia Cognitivo Comportamental na Santa Casa de Misericórdia (2016). Também é pós-graduada em Neuroaprendizagem, Psicomotricidade e Cognição.
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