Educando com a ajuda da neurociência

Setembro 5, 2019
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Setembro 5, 2019 Sheyla Baumworcel

A neurociência é aliada da aprendizagem no que refere a identificar cada ser humano como único e descobrir a regularidade, o desenvolvimento, o tempo de cada um. Como forma de entender o comportamento da mente, ela possibilita a adaptação de estratégias na educação com o intuito de torná-las diferentes para a conclusão dos objetivos a serem alcançados.

A neurociência, segundo Katia Chedid, especialista em neurociência aplicada à educação pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, fortalece as  estratégias já utilizadas na prática educacional, além de sugerir novas formas de ensinar, pois instrui a olhar e adaptar estratégias diferenciadas para a conclusão dos objetivos propostos. O uso de múltiplas estratégias, como estímulos visuais, auditivos e táteis, além de manifestações de humor e afetividade, são indicadores de um bom método de ensino para crianças e adolescentes.

O sucesso da aprendizagem está em fazer a integração do objeto e material a serem assimilados na atividade proposta, sendo que esta atividade deva atrair a atenção da criança, fazendo sentido no seu aprendizado. O educador deve inovar sua ação prática através de jogos pedagógicos e didáticos, envolvendo os cinco sentidos. Está comprovado que a prática de repetições é importante para a conexão de novas sinapses, porém, essas mesmas práticas devem ser feitas através de atividades diversas, a fim de propiciar ao educando novas possibilidades de aprendizagem.

A neurociência atua proporcionando a busca do conhecimento de como o cérebro aprende e como se comporta durante a aprendizagem, contribuindo em oportunizar métodos dinâmicos e prazerosos, favorecendo conexões sinápticas, corroborando com possibilidades de resultado mais eficazes.

Situações que envolvem problemas familiares, como a falta de atenção dos pais, carinho e desconfortos no ambiente escolar, como o bullying, ou questões de aceitação no meio social escolar, contribuem para o insucesso escolar. Discriminação quanto à orientação sexual, desrespeito e problemas financeiros, são possíveis desencadeadores de transtornos depressivos. Reconhecemos a importância de uma intervenção pedagógica acompanhada de uma orientação psicopedagógica, observando as reais necessidades do adolescente, levando em consideração o perfil individual. O educador deve estar atento em sua prática para o desenvolvimento de estratégias que aproximem cada vez mais a criança ou o adolescente ao grupo ao qual faz parte e ao conhecimento.

Saiba mais sobre o curso de “Neurociência na Educação com Katia Chedid”, aqui.

Sheyla Baumworcel – pedagoga, psicopedagoga e pós-graduada em Neuroaprendizagem, Psicomotricidade e Cognição.

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