Coral brasileiro a Capella ganha primeiro lugar inédito na Áustria

Julho 31, 2019
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Julho 31, 2019 Core

Apesar da falta de apoio do poder público e de inúmeras dificuldades para mobilizar o dinheiro necessário pra empreender a viagem (organizando rifas, feijoadas etc), o Coral Juvenil São Vicente a Cappella, formado por alunos e ex-estudantes do Colégio São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, saiu vitorioso do maior festival de música jovem de orquestras, coros e bandas do mundo, o Summa Cum Laude, realizado em Viena, na Áustria.

Uma orquestra latino-americana jamais havia participado do festival. “A ideia de vir pra cá foi a ideia de trazer o Brasil para a Europa e mostrar que nós temos educação musical de qualidade, apesar de muitas dificuldades”, comentou Patrícia Costa, fundadora e regente do coral, em entrevista para o jornal O Globo.

O plano era ousado — cantar Mozart na terra de Mozart —, mas deu certo. O São Vicente, composto por alunos e ex-estudantes, empatou na primeira posição com o coro KwaZulu-Natal Youth Choir, da África do Sul, e ainda vai fazer mais três concertos na Áustria, antes de voltar para casa.

O grupo, formado por 34 jovens entre 11 e 23 anos, desenvolve seu repertório sem acompanhamento instrumental, explorando peças nacionais e internacionais de considerável grau de dificuldade e abrangendo períodos diversos.

Criado há 20 anos, o grupo desempenha hoje um importante papel no cenário musical brasileiro, tendo se tornado uma referência nacional e inspirado outros adolescentes para a atividade do canto.

Pelo sétimo ano participando do coral, o jovem João Pedro Romano, de 22 anos, deseja que o título, que não tem prêmio em dinheiro, seja usado como um trampolim para a divulgação do canto coral no Brasil.

— Acredito que deveria ser obrigatório nas escolas. Cria uma relação de confiança tão forte entre os membros, além de apresentar novos estilos musicais. É muito estranho chegar aqui na Europa e ver criancinhas tocando milhares de instrumentos, cantando músicas sacras, populares, diversos estilos belíssimas e, quando você olha pra nossa realidade, o canto coral no Brasil é associado a “coisa de velho” ou igreja — declara João Pedro.

“É muito estranho chegar aqui na Europa e ver criancinhas tocando milhares de instrumentos, cantando músicas sacras, populares, diversos estilos belíssimos e, quando você olha pra nossa realidade, o canto coral no Brasil é associado a “coisa de velho” ou igreja”, acredita.

O coro foi fundado em 1999 e os cantores têm entre 12 e 24 anos.

A conquista histórica do primeiro lugar no Summa Cum Laude coroa um ano e meio de trabalho desenvolvido pela formação atual do grupo e chama a atenção para a necessidade de que o poder público reconheça a importância da educação musical para a formação dos nossos jovens, ampliando os investimentos na área.

 

 

Com informações de Jornal O Globo e SRZD

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