Exposição “Da Vinci 500 anos” chega ao Brasil em outubro

Julho 18, 2019
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Julho 18, 2019 Core

Além de ganhar o primeiro espaço totalmente imersivo da América Latina, São Paulo deve receber em outubro deste ano uma exposição em homenagem aos 500 anos da morte de Leonardo da Vinci. As novidades marcam a inauguração do MIS Imersão, novo espaço que será gerido pelo Museu da Imagem e do Som (MIS-SP).

Inspirado no galpão parisiense de uma antiga fábrica de 3,3 mil m² que se tornou uma das experiências artísticas mais incríveis do mundo — o Atelier des Lumières –, a versão brasileira do espaço ocupará um local de 2000 m² e terá sistema de projeção formado por 150 aparelhos. As exposições propõem total imersão e interatividade, permitindo que visitantes caminhem sobre as obras de Da Vinci.

“Leonardo da Vinci – 500 anos”, está sendo exibida atualmente no Canadá e nos Estados Unidos e tem duração de 45 minutos. No Brasil, a exposição terá seções sobre réplicas de arte renascentistas do artista italiano, seus esboços anatômicos, máquinas inventadas a partir de seu conhecimento, manuscritos da vida profissional e a projeção de uma animação, em tamanho real, da obra “A Última Ceia”.

O novo espaço dedicado à projeção imersiva será em um antiga marcenaria da TV Cultura, no bairro da Água Branca.

Da Vinci

Leonardo da Vinci era um mestre com diferentes habilidades. Muitos o conhecem como o artista que pintou Mona Lisa. Mas ele também era um grande engenheiro, inventor e cientista. Quinhentos anos após a morte de Leonardo da Vinci, restam apenas 20 obras comprovadamente pintadas por ele. Mas seus talentos foram além da arte e têm impacto até hoje.

Você sabia que ele fez o primeiro protótipo de robô humano? Construído com madeira, couro e metal, ele sentava, acenava e até abria a boca. A Nasa usou o projeto para criar o primeiro robô humano a comandar uma estação espacial.

Obcecado com a ideia de voar, Da Vinci inventou o helicóptero. Ele não chegou a construí-lo, mas deixou anotações com detalhes sobre como funcionaria. O “parafuso aéreo” comprimiria o ar para voar, como os helicópteros de hoje. Da Vinci até pensou na segurança dos pilotos e inventou o paraquedas.

Embora não existissem carros nas ruas até o final do século 19, Da Vinci criou, aos 26 anos, um carro de autopropulsão. Ele também fez uma geladeira há 500 anos, a que chamou de “máquina de refrigerar”.

O inventor e artista também dissecou o coração de um idoso que morrera aos 100 anos. Acabou fazendo primeira descrição conhecida de doença coronariana. Hoje, essa é considerada uma das causas mais comuns de morte no mundo. Desenhos perdidos de Da Vinci têm aparecido nos últimos anos.

A programação e a data da exibição ainda não foram divulgadas.
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